Hoje sentimos saudades do Padre Raimundo Benevides Gurgel, filho do
agricultor Francisco das Chagas Gurgel e da senhora Ângela Benevides Fernandes.
Era 13 de março de 1934, uma terça-feira.
O que me leva a iniciar este texto com uma pequena passagem dos
dados biográficos do padre Bené – como era conhecido por todos – é a tentativa
de compreender como um menino do interior potiguar, castigado pela seca,
conseguiu superar todos os obstáculos e se tornar uma figura ímpar na vida de
cada um que tinha o privilégio de contar com a sua amizade. Vejo que a resposta
já está diante de mim quando folheio sua biografia ou quando me lembro de suas
histórias contadas nas longas conversas no seu escritório na Inspetoria
Salesiana em Recife. Humildade. Perseverança. Paixão pela vida. Essas são as
palavras, ainda que poucas, para explicar como alguém conseguiu ser tão bom
filho, irmão, amigo, sacerdote e, sobretudo, um verdadeiro PAI para a
juventude.
O padre Benevides tinha em sua vida o firme propósito de amar a
juventude a qualquer custo. Não importava o lugar, por mais remoto que fosse,
ele gostava mesmo era de estar ao lado dos jovens, que o faziam se sentir vivo
e pronto para enfrentar qualquer barreira que pudesse surgir em sua caminhada.
Enviado à São Paulo para estudar teologia, depois à Espanha, onde foi ordenado
sacerdote ou à Roma, para iniciar o mestrado, ele nunca abandonou suas origens
nem seu objetivo de servir aos jovens. Por mais longe que estivesse sempre
voltava para estar ao lado daqueles que lhe faziam arder o coração de alegria.
Dos muitos jovens que passaram pelo Movimento CJC - o grande amor
da vida do padre Bené - alguns tiveram o privilégio de conviver com ele mais
intimamente e desfrutar de sua companhia agradável, ouvir seus sábios conselhos
e sentir sua doçura até mesmo quando os repreendia. Os que não tiveram a
oportunidade de estar com ele em seu cotidiano o amavam e admiravam mesmo assim
pelo simples sorriso que oferecia despretensiosamente, pela calma ao falar e
pela atenção dispensada a todos.
O padre Benevides não foi um grande homem. Ele é um grande homem.
Não há como pensar em Bené no passado, como alguém que simplesmente partiu e
não deixou sementes para serem cultivadas. Somente fica no passado quem nada
fez para tornar o mundo melhor e mais justo. O padre Benevides é presente. É
hoje. É agora. O seu legado e a sua obra não podem ser esquecidas e é isso que
o Movimento CJC busca a cada dia, ao lado de cada jovem: Perpetuar a luta do
padre Bené por uma juventude santa e comprometida com a causa do Reino de Deus.
*13/03/1934
+30/12/2011
Mesmo a nossa comunidade não
tendo convivido com ele sentimos uma Eterna saudade do bom velhinho da CJC
“O que vale a pena ser FEITO,
deve ser Feito bem FEITO.”
Fonte:
movimentocjcbr.blogspot.com.br





Quando
a fé nasce, ocorre com frequência uma perturbação ou um desassossego. O
ser humano apercebe-se de que o mundo visível e o decourso normal das
coisas não correspondem a tudo o que existe. Sente-se tocado por um
mistério. Persegue as pistas que o remetem para a existência de Deus e
encontra-se cada vez mais confiante em abordar Deus e, por fim, ligar-se
a Ele livremente. Diz-se no Evangelho segundo São João: „A Deus, nunca
ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a
conhecer.“ (Jo 1,18) Portanto, temos de crer em Jesus, o Filho de Deus,
se queremos saber o que Deus nos quer comunicar. Assim, crer significa
aderir a Jesus e entregar a nossa vida inteira nas Suas mãos.


